Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

A Maldição da Loira

 

Numa noite de luar, um grupo de quatro rapazes passeavam por uma floresta escura e sinistra onde se ouviam uns aterradores uivos de lobos. Apesar do medo , continuaram a sua caminhada até chegar a uma pequena aldeia. Atravessaram uma velha ponte em direcção ao campanário. Forçaram a entrada , no entanto, como não conseguiram, quebraram o vidro lateral e conseguiram entrar. Roubaram tudo o que havia de precioso e fugiram.

Refugiam-se na casa da árvore, no meio da floresta, onde guardaram o que conseguiram roubar, para que no dia seguinte vendessem  e ganharem algum dinheiro.

Alguns dias depois, numa noite de tempestade, depois de vários assaltos, dirigiram-se  a uma grande e misteriosa mansão desabitada que se situava no meio da floresta obscura. Ao entrarem, dirigiram-se para os quartos em busca do cofre. Num desses quartos, o da ala este, encontraram um grade quadro com a moldura em talha dourada, onde estava representada a imagem de uma jovem loira, de olhos azuis, envergando um casaco de peles.

Devido ao facto de não encontrarem nenhum cofre, decidiram levar alguns objectos de valor, como esse quadro. No entanto, ao retirá-lo da parede, quebraram-no. De seguida, quando estavam de partida, pareceu-lhes ter vislumbrado um vulto que se veio a revelar o fantasma da rapariga do quadro.

Naquele momento de pavor a figura fantasmagórica proferiu as temíveis palavras:

- Quando o sino tocar as doze badaladas, transformar-se-ão em espíritos malignos.

Um dos quatro rapazes, o mais ousado confrontou-a:

- Não há maneira de reverter esta maldição?

- Existe apenas uma maneira. Têm de devolver tudo aquilo que furtaram na aldeia de Figueira até à meia-noite – ordenou o fantasma.

Para que conseguissem retribuir à comunidade tudo aquilo que furtaram, apressaram-se e partiram rapidamente, de tal modo que conseguiram quebrar a maldição.

A partir desse dia, decidiram nunca mais roubar!

publicado por Tiago José MendesVieira às 09:46

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Domingo, 29 de Janeiro de 2006

Um dia Especial

Almonda, 29 de Janeiro de 2006
 
Bom dia, o que se passa? Que barulho estranho é este que está a bater no telhado? – penso.
Abro a janela, e é tal o meu espanto ! Está caindo neve! O chão ainda não sente o frio, pois o fenómeno ainda está no início. O terraço está imóvel e os mosaicos não sabem o que fazer.
Desloco-me até à janela da sala de estar com vista para a serra . A serra sorri, as árvores tremem e o céu escuro e cinzento anuncia que o fenómeno irá continuar durante toda a manhã .
As oliveiras têm os ramos despenteados e choram lágrimas brancas. A neve que cai, acentua-se como algodão. Até um passarinho que ali ia a passar, achou aquilo estranho. Pensava que se tinha enganado na região, mas não! Isto é Almonda iluminada de branco, as árvores, as casas, o chão , os terrenos...
Parece que estou numa aldeia da Áustria ou da Suíça, pois a serra parece mesmo os Alpes. Os terrenos comentam entre si que a neve lhes tá a estragar as colheitas que são ainda crianças.
Lá fora só se ouve o sino do alto do campanário, a tocar, e as crianças a deslizar pelas encostas da serra. São onze horas da manhã, e tudo está imóvel, excepto os automóveis que vão deslizando pela estrada.
No vale, o ribeiro canta. As suas águas estão geladas e as suas margens estão completamente brancas.
A neve ainda continua a bater à porta.
Chegam as notícias: nevava em várias regiões do país.
A neve parou. A festa acabou. Logo os passarinhos saíram dos seus ninhos, sorrindo e cantando. Fui até à serra que ainda permanece branca, mas já cheia de vida.
A neve desapareceu, e a aldeia voltou ao que era, calma, calada, sossegada.
Chegou o astro-rei e agora a serra tem os seus picos dourados e brilhantes. É o pôr-do-sol com o céu azul e rosa, totalmente limpo. A neve caída é quase inexistente...
Ficará o retrato branco e feérico na memória daqueles que, como eu, viram, ainda que incrédulos, neve a cair... que sentiram o frio e a leveza da neve!
publicado por Tiago José MendesVieira às 19:56

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Sábado, 31 de Dezembro de 2005

Passagem de Ano

Galé, 31 de Dezembro de 2005
 
Bom dia, hoje estou a escrever porque sinto-me feliz. O meu cérebro está limpo como o céu, não existe nenhuma nuvem! O mar também está azul, preguiçoso e calmo. As suas ondinhas parecem carícias a tocar nas rochas. O jardim está a sonhar com os seus filhos, uns a crescer e outros a morrer, a piscina está calma, só o vento lhe agita a mente, o sol ainda agora se levantou e ainda está sonolento. Hoje é dia de festa, e até a areia sorri.
Hoje sinto-me feliz porque hoje é o último dia do ano, e toda a vila estará em festa. Dois Mil e Seis está batendo à porta, e o ar já cheira a aulas. Logo estarão aí e já estou estudando a próxima matéria.
Adeus! Desculpa, mas tenho ir, estão me chamando.
publicado por Tiago José MendesVieira às 14:52

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